Estamos vivendo um surto da infecção pelo Zika vírus, onde o maior risco seria a aquisição durante a gestação, principalmente no primeiro trimestre, devido ao risco para o feto.
O Zika vírus foi confirmado no líquido amniótico de gestantes infectadas e observou se a correlação com a microcefalia fetal.
A microcefalia é caracterizada pelo desenvolvimento anormal do crânio, podendo levar a comprometimento variável do desenvolvimento das crianças, podendo ser motor, psicológico etc.
Esse vírus é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti (o mesmo da dengue) tendo como sintomas febre, manchas avermelhadas pelo corpo e dor muscular e ainda pode ser assintomático em 70% dos casos.
Não existe vacina ou tratamento especifico para o Zika, portanto o mais importante é a prevenção.
Entre as orientações do Ministério da Saúde estão:
– evitar áreas endêmicas durante a gestação;
– uso de mosquiteiros;
-telas em portas e janelas;
-limpeza e prevenção do ambiente, para evitar a proliferação do mosquito;
-uso de repelente de maneira sistemática, sendo os indicados: deet (ação 2-6 horas), icaridina (ação 5-10 horas), óleo de citronela (ação 2 horas);
– realizar os exames de pré-natal corretamente.
Por se tratar de uma doença nova, ainda em estudo, muitas perguntas ainda estão sem respostas, porém todos os casos de Zika vírus em gestante devem ser notificados e acompanhados.
Dra Bruna Pinheiro Ghetti – obstetra da Più Vita
CRM MT 5755

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